5 Estratégias que a Igreja usa para Distorcer Mateus 24: 34

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A interpretação da profecia bíblica, especialmente sobre a segunda vinda de Cristo, sempre me fascinou e desafiou. A passagem de Mateus 24:34, na qual Jesus afirma que “esta geração não passará até que tudo isso aconteça”, é central nesse debate.

A visão futurista, que prevê um cumprimento literal e futuro da profecia, apresenta dificuldades em harmonizar essa passagem com a realidade. Muitos dos eventos preditos por Jesus ainda não ocorreram, desafiando a ideia de que tudo se concretizaria naquela mesma geração.

Diante desse desafio, diversas estratégias interpretativas foram propostas, as quais, sob a ótica do preterismo completo, considero insustentáveis:

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  1. Reinterpretação do termo “geração”: Alguns sugerem que “geração” se refere a uma geração futura tão má quanto aquela contemporânea a Jesus. No entanto, o preterismo completo argumenta que a “geração” mencionada por Jesus se refere especificamente àquela que era contemporânea a Ele. Essa interpretação encontra respaldo em várias passagens bíblicas, como Mateus 23:36, que afirma: “Em verdade vos digo que todas estas coisas virão sobre esta geração.”
  2. Eventos preditos não se referem à segunda vinda: Outra estratégia sugere que nem todos os eventos preditos por Jesus se referem à segunda vinda. O preterismo completo, porém, defende que todos os eventos preditos se cumpriram na história daquela geração, incluindo a queda de Jerusalém em 70 d.C., que é interpretada como o juízo de Deus sobre a “geração má e perversa” (Mateus 12:39-45) que rejeitou e matou o Senhor.
  3. Duplo cumprimento da profecia: Alguns propõem que a profecia teria um duplo cumprimento, um histórico (a destruição de Jerusalém) e outro futuro (a segunda vinda). No entanto, o preterismo completo rejeita essa interpretação, argumentando que todos os eventos preditos já se cumpriram na história daquela geração.
  4. Geração que vê o início dos eventos: Uma outra interpretação sugere que Jesus quis dizer que “a geração que começou a ver todas essas coisas, essa seria a última”, apontando para uma geração futura. Essa teoria, no entanto, desmorona diante da evidência cumulativa da posição preterista, de que aquela geração entre os anos 30 e 70 d.C. é a geração que viu e experimentou os eventos profetizados.
  5. Queda de Jerusalém como início do ciclo final: A quinta estratégia propõe que a queda de Jerusalém não é a parusia em si, mas marca o início do ciclo final do plano de Deus, que culminaria na segunda vinda. O preterismo completo refuta essa interpretação, argumentando que a parusia está incluída em “todas as coisas que aconteceriam nesta geração” e que, portanto, já ocorreu.

Diante dessas considerações, defendo a interpretação preterista completa, que se alinha com a ideia de que a profecia de Jesus se cumpriu integralmente naquela geração. Essa interpretação, em minha análise, é a mais coerente com o texto bíblico e com o contexto histórico em que Jesus viveu e pregou.

As 5 estratégias
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